sábado, 31 de dezembro de 2011

2011, o ano do basquete brasileiro

Os sete atletas do NBB recebem homenagem da LNB pela conquista da vaga olímpica | João Pires/LNB

Após um ano de 2011 inesquecível para o basquete brasileiro, LNB continua trabalhando forte para que tenhamos um 2012 com muito mais alegrias

O ano de 2011 será inesquecível para o basquete brasileiro. No dia 10 de setembro de 2011, a Seleção Brasileira masculina venceu a República Dominicana, por 83 a 76, no Pré-Olímpico de Mar Del Plata (ARG), e garantiu a vaga para a Olimpíada de Londres em 2012. A conquista marcou o retorno do basquete masculino do Brasil aos Jogos Olímpicos, após estar ausente nas últimas três edições.

Essa conquista histórica talvez não fosse possível se, aqui no País, o campeonato nacional não estivesse no nível que está hoje. Dos 12 jogadores daquela equipe, sete atuam no NBB: Alex, Nezinho e Guilherme Giovannoni (Brasília); Marcelinho Machado e Caio Torres (Flamengo), Vitor Benite (Limeira); Marquinhos (Pinheiros).

A chegada de 2012 marca a conclusão do terceiro ano de existência do NBB, campeonato organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a Rede Globo e patrocínio da Eletrobras, Caixa, Penalty e Netshoes. Nesses três últimos anos, o NBB entrou para a história do esporte brasileiro, principalmente, pela mudança na gestão dos clubes e na organização do campeonato nacional adulto masculino de basquete.

Desde o dia 28 de janeiro de 2009, data do primeiro jogo do NBB, o Brasil pôde acompanhar a evolução desse campeonato, que antes era visto como a esperança do basquete nacional e hoje está consolidado como uma das principais competições esportivas do mundo.

O ano de 2011 foi o grande marco para essa consolidação. Além do encerramento da terceira edição do NBB e o início da quarta temporada, uma série de outras ações foram realizadas pela Liga Nacional de Basquete durante esses 12 meses que passaram.

Logo no início do ano, a LNB organizou o terceiro Jogo das Estrelas, realizado na cidade de Franca (SP), considerada por muitos a capital do basquete nacional. Foi um sucesso! Nos dois dias de evento, os francanos lotaram o Ginásio Pedrocão para ver os Torneios de Enterrada e de 3 Pontos, o Desafio de Habilidades e uma exibição histórica de um combinado de ex-jogadores de Sírio e Monte Líbano contra os ídolos de Franca. Além disso, o final de semana das estrelas fechou com a partida entre NBB Brasil, selecionado de craques brasileiros, contra o NBB Mundo, que contou com os principais atletas estrangeiros da competição.

O evento foi marcante em todos os aspectos e teve uma ampla cobertura da TV Globo, que transmitiu, ao vivo, o confronto entre os melhores jogadores do NBB. E com essa transmissão, o basquete brasileiro quebrou mais um tabu. Havia mais de 15 anos, que uma emissora de TV aberta não transmitia um jogo da modalidade, que não fosse da Seleção Brasileira.

Em 2011, a LNB, em parceria com a Asociación de Clubes de Basquetbol (AdC), da Argentina, organizou novamente o Torneio Interligas Brasil/Argentina. Os quatro melhores times da fase de classificação do NBB, Franca, Pinheiros, Brasília e Flamengo, mais os quatro primeiros da Liga Argentina, Obras Sanitárias, Peñarol, Atenas e Libertad Sunchales, disputaram o torneio. No dia 21 de abril, em São Paulo, o Pinheiros fez sua primeira decisão internacional da história ao enfrentar o Obras Sanitárias. Porém, os argentinos levaram a melhor vencendo a decisão por 80 a 77.

Nesse mesmo período, os playoffs do NBB eram disputados aqui no Brasil. Após uma fase de classificação empolgante, em que os quatro primeiros colocados, Franca, Pinheiros, Brasília e Flamengo, encerraram com a mesma campanha (20 vitórias e 8 derrotas), os playoffs se iniciaram com a mesma intensidade. As oitavas, as quartas e as semifinais foram emocionantes, mas nada comparado a grande final.

A decisão da segunda edição do NBB contou com as equipes que possuem duas das principais torcidas do basquete brasileiro, o experiente e tradicional time do Franca contra o atual campeão Brasília. Motivados por uma torcida bastante apaixonada, que lotou o Ginásio Nilson Nelson com mais de 17 mil pessoas, nos dois jogos na capital federal, o time brasiliense venceu a série em quatro jogos e faturou o segundo título consecutivo do NBB.

Além dos campeonatos, a LNB também teve uma participação bastante ativa fora das quadras. A entidade realizou, em parceria com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete), os seminários e clínicas de arbitragem, além dos exames antidoping durante toda a temporada do NBB.

No final da terceira temporada, após a cerimônia de premiação do campeonato, todos os treinadores e os assistentes das equipes que disputaram o NBB se reuniram para a realização do II Congresso Técnico LNB. O objetivo do evento foi de unir os principais comandantes do basquete brasileiro para que eles pudessem trocar experiências e conceitos trabalhados em suas respectivas equipes.

Falando em desenvolvimento técnico, a LNB conseguiu, neste ano de 2011, realizar um grande projeto para os nossos jovens talentos: a Liga de Desenvolvimento Olímpico (LDO). A competição, patrocinada pelo Banco BMG e em parceria com o Ministério do Esporte e a CBB, envolveu os 16 clubes associados da Liga, que competiram com suas equipes Sub-21.

Após os dois primeiros octogonais e o hexagonal semifinal, realizados na cidade de São Sebastião do Paraíso (MG), Flamengo, Bauru, Brasília e Paulistano se classificaram para o quadrangular final da LDO, que foi realizado nos dias 27, 28 e 29 de dezembro, no Ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). As seis partidas decisivas do torneio tiveram transmissão ao vivo do SporTV e fecharam com chave de ouro o ano histórico do basquete nacional.

E assim, entramos no ano de 2012, com a quarta edição do NBB já em andamento. Desde o dia 19 de novembro, 15 clubes, de cinco estados brasileiros mais o Distrito Federal, estão na disputa pelo título. A temporada 2011/2012 que já teve uma breve passagem do astro da NBA, Leandrinho, atuando pelo Flamengo, segue com grandes nomes do basquete nacional e, também, internacional, como Federico Kammerichs (ARG), Larry Taylor (EUA), Guillermo Araújo (PAR) e Ronald Ramon (DOM).

A emoção é garantida para toda a temporada e, principalmente, na final do NBB, pois nesta edição, a grande decisão será disputada num único jogo e terá transmissão ao vivo da TV Globo.

Se 2011 foi um ano importante para o basquete brasileiro, imagine como será 2012...

Guilherme Buso e Victor Moraes | Comunicação/Liga Nacional de Basquete
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